Entrei
nesta casa (Cister) inicialmente por acaso e depois por amor. Não fui difícil
entrar, mas foi difícil sair. No dia 25 de Novembro de 2000 no jogo contra o
Planalto foi o último jogo oficial pela Cister.
A recuperação da
lesão contraída no jogo com o Planalto foi 6 meses parado com o ombro esquerdo
deslocado foi o resultado. Só que uma lesão mal curada fez-me sair do desporto
e da casa que me fez mais feliz ate hoje. Aos poucos fui me afastando da Cister
e dos jogos. Hoje quase 6 anos depois tenho uma coisa em que a Isabel costuma
dizer que e “fome de bola” e quero voltar aos velhos tempos. Quando voltei a
entrar naquele pavilhão e ver pessoas que já não via a anos fez-me voltar atrás
no tempo e de lembrar todas as boas recordações que tenho da Cister depois de
anos sem lá por os pés foi uma sensação de liberdade, e por instantes só me
apetecia chorar mas não queria dar ponte fraca. Tenho saudades de tudo, tenho
saudades de ouvir os gritos da Isabel, tenho saudades de sentir e de ouvir a
bola a descolar das mãos cheias de resina , tenho saudades em vestir a camisola
da Cister, tenho saudades de dar porrada e de levar porrada , tenho saudades de
ficar com nódoas negras dos jogos e de ficar triste quando perdemos e ficar
alegre quando vencemos.